Brigadeiro. É ganache de chocolate escuro, não achocolatado. Na colher ele cede devagar e não escorre; no copinho mantém o formato e o brilho. O gosto abre doce e fecha com um amargor curto, que limpa a boca. É o sabor que aguenta topping forte por cima sem sumir embaixo dele.
Nozes. É o sabor com textura: a noz aparece na mordida, dentro de um creme que fica no ponto de colher. O amargor leve da noz vem no final e segura a doçura da base, que é o que impede o enjoo no segundo copinho. Pede topping seco por cima, e a paçoca esfarelada é a que equilibra.
Ninho. Branco, sem nenhum cacau, com textura de mousse firme, mais encorpado que o de nozes e menos denso que o de chocolate. É o mais lácteo dos quatro e o que parece menos doce na língua, ainda que não seja: a gordura do leite em pó disfarça o açúcar. É a escolha segura quando tem criança na festa e você não sabe o que ela come.
Bicho de pé. Rosa claro, não vermelho. É o único dos quatro com acidez, e o final ácido corta a gordura dos outros três, o que faz o copinho seguinte parecer mais leve. Fica um pouco mais mole que o de chocolate e combina com marshmallow e chocoball branco. Uma observação necessária: é o brigadeiro de morango, não a fruta.
Os quatro saem no ponto de colher, não no ponto de enrolar. É o ponto certo para copinho: cede na colher e não vira bala no fundo do pote.